quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Triolé

O triolé originou-se na França (triolet), ao mesmo tempo que o rondel e o rondó, mas ele tem sua própria estrutura poética: versos com oito sílabas poéticas distribuídos em uma oitava, ou mais, com duas rimas apenas. O primeiro verso repete-se no quarto, e os dois primeiros fecham a estrofe, como o sétimo e oitavo: ABaAabAB. Caiu em desuso (completo) no século XVI e foi reerguido, na metade do século XIX, pelos poetas parnasianos. Dentre os nossos poetas que experimentaram o triolé, destaca-se um nome ilustre, Machado de Assis.
O triolé identifica-se com a poesia epigramática, por causa dessa repetição, que é o seu marco, porque ela o torna leve como uma “seta”.

Referências:
http://silviamota.ning.com/group/triole




Doce Tristeza 

Invade-me doce tristeza,
Saudade do céu luminoso
Dos dias de encanto e beleza.
Invade-me doce tristeza.
Lembro os momentos de pureza
Do nosso encontro carinhoso.
Invade-me doce tristeza,
Saudade do céu luminoso.

Toma-me a solidão com crueza.
É sina um futuro brumoso.
A noite envolve-me com frieza.
Toma-me a solidão com crueza.
No escuro da mente, a incerteza
De sentimento poderoso.
Toma-me a solidão com crueza.
É sina um futuro brumoso.

Mardilê Friedrich Fabre
Imagem: www.pnterest.com

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